Capivari de Baixo
Há mais de 20 anos os moradores da localidade de Ilhotinha, em Capivari de Baixo, convivem com problemas ambientais deixados pela Sul Química, empresa de derivados de petróleo que fechou as portas na década de 90 e deixou sem solução uma lagoa onde foram depositados milhares de litros de óleo e derivados. Nesta sexta-feira, a justiça acatou o parecer do Ministério Público e responsabilizou o estado pela contaminação de óleo.
Em análises feitas pela Defesa Civil nos poços artesianos da região, foi constatado que 18% da água coletada é composta de óleo e graxa, índices alarmantes que comprometem a saúde e o meio ambiente. Diante deste cenário, os representantes do executivo municipal procuraram por diversas vezes o Ministério Público, que em conjunto, determinou que fosse feito o reforço nas barreiras de contenção na parte superior do talude. Na lateral foi feita uma vala de 1,5 metro e colocada uma manta de isolamento, que reduz a infiltração do óleo, como também eleva em 1,5 metro o nível da rua próxima. A retirada do material poluente e a recuperação do local foram orçadas por uma empresa privada, a pedido do MPSC, que estima ser em um valor superior a R$ 6 milhões.
Foi determinado que o estado resolva o impasse ambiental em no máximo 90 dias. A grande dificuldade é que não havia responsáveis pelo ocorrido, o antigo proprietário é falecido e as propriedades são disputadas judicialmente entre bancos e antigos funcionários.
A Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel), responsável pelo projeto de contenção e reforço do talude e acompanhamento dos trabalhos, solicitou uma audiência com o governo do estado no intuito de fazer cumprir a decisão judicial exarada pelo juiz Antônio Carlos Ângelo, da Vara de Capivari de Baixo.

